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Ensino Médio cria áudio série sobre livro “Quarto de Despejo”

Alunos da 2ª série do Ensino Médio do Curso G9 deram voz à narrativa, crua e demasiadamente humana, do livro “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, por meio de uma áudio série que pode ser acessada pelas plataformas digitais Spotify e Anchor.

 

A atividade é fruto do trabalho interdisciplinar da área de Linguagens, que envolve as disciplinas de Arte (Anabel Faria), Redação (João Sita), Espanhol (Eloiza Nunes Montanari), Inglês (Patrícia Magalhães), Literatura (Regiane Ramos) e Oficina de Teatro e Dança (Luan Fernandes).

 

A obra conta a história de uma catadora de materiais recicláveis que viveu na favela do Canindé, localizada na capital paulista. O livro é formado por 20 diários escritos pela autora entre os anos de 1955 e 1960 e expõe, de maneira crua e real, a desigualdade social que ainda perdura no Brasil.

 

PROCESSO CRIATIVO

“Começamos o trabalho logo no início do ano letivo, mas a suspensão das aulas presenciais fez com que o grupo reavaliasse o projeto e o adaptasse à nova realidade virtual”, explicou o professor de Teatro e Dança, Luan Fernandes. “Foi um grande desafio porque tivemos que reestruturar o roteiro teatral, que seria feito presencialmente, em forma de roteiro cinematográfico. Conversamos muito com os alunos sobre a estruturação básica por meio de modelo e explicações e, como sempre, eles surpreenderam a todos, tamanho profissionalismo e excelência do trabalho realizado”, completou.

 

De acordo com Luan Fernandes, a ideia original era realizar uma peça teatral a partir do livro de Carolina de Jesus. Com a pandemia, o grupo de professores se reuniu e decidiu pela criação da áudio série e de e-book. Para viabilizar o projeto, contaram com o apoio de Hernani Camargo, do Laboratório de Tecnologia da Informação (LTI) do Curso G9.

 

Foi Hernani Camargo quem apresentou ao grupo o aplicativo Anchor que, ao postar nele, automaticamente os áudios seriam encaminhamos para as maiores plataformas como: Spotify, Google Podcasts, Deezer, Breaker e Radio Public.

 

TRABALHO INOVADOR

Para a aluna Lethicia Monteiro, da 2ª série (Turma M22), a áudio série foi “um trabalho inovador e que exigiu muita criatividade” de todos os envolvidos no projeto. “Foi o caminho que tivemos para adaptar o teatro em tempos de pandemia. Para mim, foi muito interessante aprender a elaborar um roteiro, trabalhar com editores de áudio e coordenar o elenco. No final, mesmo com o estresse de ter um prazo muito curto para entregar o projeto, foi uma experiência incrível e que resultou em trabalhos magníficos, dos quais podemos nos orgulhar”, ressaltou.

 

“Adorei fazer parte do projeto. Tenho muita vontade de trabalhar com comunicação, então, desde a produção do roteiro até a finalização das edições, foi uma experiência incrível. Consegui aprender sobre edição e roteiro cinematográfico, que tinha muita curiosidade de saber como era. Pensar nas vozes e escolher o elenco, com certeza, foi a parte mais divertida”, disse Ana Lívia Santos Franqueira, da Turma M22

 

Clara Duarte, também aluna da Turma M22, disse que a experiência de fazer a áudio série “foi bem cansativa, mas nos fez aprender a trabalhar com vários aplicativos que foram necessários para transformar e editar áudios, resultando em um trabalho bem legal e diferente”.

 

Para ouvir a áudio série no Spotify, clique aqui.

 

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25 de novembro de 2020

Ensino Médio cria áudio série sobre livro “Quarto de Despejo”

Oficina de Teatro reflete sobre pandemia em vídeo de comédia

Alunos da Oficina de Teatro do Curso G9 tiveram a oportunidade de apresentaram, em 30 de setembro, aos estudantes do Ensino Médio e do Pré-vestibular, vídeo realizado sobre a supervisão do professor Luan Fernandes. A comédia, denominada “Não Toque”, também foi veiculada às turmas do Ensino Fundamental II em 2 de outubro.

 

“Aproveitamos o belo trabalho realizado pela oficina para abrir o projeto ‘Saúde Mental na Pandemia’, composto também por uma roda de conversa sobre essa temática”, explica a coordenadora pedagógica do Ensino Médio e Pré-vestibular, Marcia Gil de Souza. Ela se refere aos encontros que serão realizados às turmas do segmento, nos dias 1º e 2 de outubro, com mediação do professor Rangel Willians Batista.

 

Para o professor Luan Fernandes, responsável pela Oficina de Teatro e pela finalização do vídeo, a discussão da ideia, do roteiro e da produção envolveu os alunos durante as aulas síncronas (online).  Os encontros virtuais aconteceram por meio do Meet, uma das plataformas da Google for Education, usada pelo colégio desde o início das aulas remotas.

 

“Após três encontros, a história foi performada e cada aluno gravou seus vídeos e me encaminhou para edição e finalização”, explica. “Vale frisar que nem todos os alunos estão em Itajubá e, mesmo assim, conseguiram participar do trabalho – essa é uma das vantagens das ferramentas digitais”, completa.

 

OFICINA DE TEATRO

A Oficina de Teatro é realizada semanalmente, em um trabalho conjunto com a Oficina de Dança. Nela, os alunos são estimulados a compreender essa linguagem para usá-la em trabalhos em sala de aula e nas apresentações de outros projetos institucionais, como Feira do Conhecimento, Gincana e Noite Cultural.

 

No vídeo “Não Toque”, houve a participação de nove alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. São eles: Gabriele dos Santos Ribeiro (Turma F61), Yarah Dias da Silva Lucas (F62), Maria Júlia Monti Bustamante (F71), Mariane Marques Marcondes (F72), Giovanna Faria Totti (F72), Fabiano da Silva Oliveira Junior (F91), Manuela Vilas Bôas e Silva (F92), Ana Beatriz Gonçalves (M11) e Inayá Ahau Tatamiya Medeiros (M22).

 

SINOPSE

A história do gênero comédia, sendo adaptada para um contexto de Teatro Mudo, buscou narrar duas grandes atitudes necessárias ao ser humano. Logo no início, nos deparamos com os personagens compartilhando seus alimentos, mostrando a importância de ser empático, principalmente no momento que estamos vivendo.

 

No decorrer da história, conhecemos uma televisão mágica, que sempre tem em sua tela a mensagem: “Não toque no controle”, porém, todo mundo acaba se mostrando desobediente e teimoso, vindo a tocar no controle, o que leva os personagens a serem presos dentro da TV.

 

Durante toda a peça fica a tentativa de encontrar um coração realmente puro e bondoso capaz de libertar a todos simplesmente por não ceder à tentação de tocar no controle.

 

“A peça, além de sua mensagem principal ser alicerçada nestas duas atitudes importantes – empatia e obediência –, tem uma mensagem mais abrangente, uma crítica a este momento tão virtual que estamos vivendo, em que todos anseiam por ser libertados o mais breve possível, mostrando que acreditar que tudo vai passar é uma atitude que pode transformar essa situação”, destaca Luan Fernandes.

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30 de setembro de 2020

Oficina de Teatro reflete sobre pandemia em vídeo de comédia

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